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FÉRIAS :O PATRIARCADO TAMBÉM VAI À PRAIA

Férias, a violência também viaja nas férias : para muitas mulheres, não são descanso,

são apenas o cenário diferente onde a sobrecarga continua — e, em alguns casos, a violência também.


Enquanto todos entram no mar, ela fica sentada.

Não porque quer.

Mas porque alguém precisa cuidar das bolsas, dos documentos, das crianças pequenas.

Ela é a única que não se molha, não relaxa, não some no horizonte.


Ela é a última a se alimentar.

Mas foi a primeira a pensar em tudo:

água, lanche, comida, protetor solar, troca de roupa, remédio, horário.

Ela garante que todos comam —

e depois, limpa tudo.


Ela não caminha livremente.

Não pode se sentir bonita em paz.

Se alguém a admira, ela está errada.

Se chama atenção, é julgada.

Se se cala, é invisível.


E há aquelas que, além da sobrecarga, sofrem violência nas férias.

Violência psicológica, moral, patrimonial.

Humilhações sutis.

Controle disfarçado de “ciúme”.

Medo disfarçado de “família feliz”.

E ninguém percebe — porque a violência também tira férias dos olhos de quem não quer ver.


Isso não é cuidado.

Isso não é amor.

Isso não é parceria.


Isso é uma estrutura que ensina que o descanso dos outros depende do cansaço da mulher.


Férias deveriam ser tempo de descanso, prazer e liberdade para todas.

Dividir tarefas não é ajuda — é obrigação.

Cuidar não é destino feminino.

E nenhuma mulher deveria carregar sozinha o peso de garantir a felicidade de todos.


Se você se reconhece aqui, não é exagero.

É real.

E precisa ser dito.


💜 Pelo direito das mulheres ao descanso.

💜 Pela divisão justa do cuidado.

💜 Pelo fim de todas as formas de violência — inclusive aquelas que acontecem em silêncio, à beira do mar.


 
 
 

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