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Misoginia é crime !


Misoginia como crime: um avanço necessário na proteção das mulheres



O Brasil deu um passo importante no enfrentamento à violência contra a mulher. O Senado Federal aprovou, no dia 24 de março de 2026, o projeto de lei que inclui a misoginia como crime de preconceito e discriminação, com pena de 2 a 5 anos de prisão, além de multa. Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.


A proposta define misoginia como ódio, aversão ou desprezo contra mulheres, reconhecendo algo que nós já denunciamos há muito tempo: a violência contra a mulher não começa no ato físico — ela nasce na cultura, no discurso, no desrespeito cotidiano.


Até então, atitudes misóginas eram tratadas como injúria ou difamação, com penas muito mais leves. Com essa mudança, o Estado brasileiro reconhece que o ódio contra mulheres é estrutural, grave e precisa ser combatido com rigor.



Por que essa lei é tão importante?



Porque a misoginia mata.


Ela está por trás do feminicídio, da violência doméstica, do assédio, das ameaças, da humilhação pública e da tentativa constante de silenciar mulheres.


Dados recentes mostram uma realidade alarmante: milhares de mulheres são vítimas de tentativa de feminicídio todos os anos no Brasil. Não estamos falando de casos isolados — estamos falando de um padrão de violência que precisa ser interrompido.


Reconhecer a misoginia como crime de preconceito é dizer, de forma clara:


➡️ O ódio contra mulheres não é opinião. É violência.

➡️ Não é liberdade de expressão. É violação de direitos.

➡️ Não é cultura. É crime.



O debate existe — mas a urgência é maior



Durante a votação, houve preocupações sobre liberdade de expressão. Esse debate é válido, mas não pode ser usado como desculpa para tolerar violência.


A própria Constituição já garante a liberdade de expressão — mas nenhum direito é absoluto quando fere a dignidade e a segurança de outras pessoas.


Quando discursos incentivam o ódio, a inferiorização e a violência contra mulheres, não estamos mais falando de opinião — estamos falando de preconceito que gera morte.



Misoginia: o início de um ciclo de violência



A misoginia não aparece do nada. Ela é construída e alimentada:


  • em piadas que diminuem mulheres

  • em discursos de ódio nas redes sociais

  • em grupos que incentivam a violência

  • na normalização do controle e da dominação



Esse projeto também chama atenção para movimentos que propagam esse tipo de pensamento, especialmente na internet, onde o ódio cresce de forma organizada e perigosa.



Uma resposta do Estado — e um chamado à sociedade



A aprovação desse projeto tem um peso jurídico, político e moral. É um recado claro de que o Brasil não pode mais fechar os olhos para a violência contra mulheres.


Mas a lei, sozinha, não resolve tudo.


É preciso educação, conscientização, preparo das autoridades e, principalmente, mudança cultural.


Não existe família sem respeito.

Não existe sociedade justa sem igualdade.

E não existe liberdade quando mulheres vivem com medo.



Seguimos vigilantes



Agora, o projeto segue para a Câmara dos Deputados, onde pode sofrer alterações. Por isso, é fundamental que a sociedade acompanhe, cobre e defenda essa pauta.


Cada avanço na lei é resultado de luta.


E nós não vamos parar.




Fonte: Agência Senado – 24/03/2026




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