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Absorvente Biodegradável

Atualizado: 16 de mar.

🌎 Jovens Cientistas Brasileiras Criam Absorvente Biodegradável de Baixo Custo e Conquistam Prêmio Internacional


As estudantes Camily Pereira dos Santos e Laura Nedel Drebes, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, são exemplo de como a educação, a ciência e a sensibilidade social podem transformar realidades.


As jovens desenvolveram um absorvente biodegradável de baixo custo, capaz de reduzir impactos ambientais e ajudar a combater a pobreza menstrual. Com essa iniciativa inovadora, elas conquistaram a categoria Excelência na etapa internacional do Prêmio Jovem da Água de Estocolmo 2022, uma das mais importantes premiações científicas voltadas à juventude no mundo.


Criado em 1997 pelo Instituto Internacional de Águas de Estocolmo, o prêmio acontece em duas etapas: uma nacional, realizada em cada país participante, e a final internacional, onde os melhores projetos são reconhecidos globalmente.


O trabalho das estudantes foi desenvolvido sob orientação da professora Flávia Twardowski e apresentado inicialmente na Mostra Virtual da 20ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE). Posteriormente, o projeto venceu a etapa nacional do prêmio, organizada pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), por meio do programa Jovens Profissionais do Saneamento (JPS).



♻️ Ciência, sustentabilidade e justiça social



Além da inovação ambiental, o projeto também carrega um forte compromisso social. O absorvente desenvolvido pelas estudantes tem custo estimado de apenas R$ 0,02, o que poderia torná-lo acessível para mulheres de todas as classes sociais.


A ideia surgiu quando Camily ouviu da própria mãe relatos das dificuldades enfrentadas por não ter acesso a absorventes durante a juventude. Sensibilizada com essa realidade, ela convidou a amiga Laura para desenvolver uma solução que fosse sustentável e economicamente acessível.


Para isso, elas buscaram matérias-primas que seriam descartadas por grandes empresas, criando um produto alinhado aos princípios da economia circular.


Segundo Camily, uma mulher utiliza em média cerca de 10 mil absorventes ao longo da vida, e muitos deles levam de 100 a 500 anos para se decompor, devido à presença de plástico e aditivos químicos.


Por isso, o projeto das jovens brasileiras abre caminho para alternativas mais sustentáveis e inclusivas.



💡 Próximos passos



As estudantes agora pretendem criar uma cooperativa para produção dos absorventes sustentáveis e buscar parcerias com empresas interessadas em ampliar a iniciativa.


Para o engenheiro ambiental Witan Silva, coordenador nacional do programa Jovens Profissionais do Saneamento e da etapa brasileira do prêmio, o projeto também teve impacto global:


“Foi muito interessante como um projeto brasileiro abriu o diálogo internacional sobre a pobreza menstrual, soluções em saneamento, água invisível e economia circular.”


✨ A conquista de Camily Pereira dos Santos e Laura Nedel Drebes mostra que quando meninas têm acesso à educação, ciência e oportunidades, elas não apenas mudam suas próprias vidas — elas ajudam a mudar o mundo.




Crédito: Portal Metrópoles / FEBRACE / ABES


 
 
 

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