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  • OS DIREITOS DA MULHER NO PARTO

    Muito se fala sobre o momento do parto ¨momento divino ¨, ¨um milagre ¨, "processo natural da natureza¨. Realmente, ninguém pode negar que, no geral é um momento muito emocionante para a mulher, familiares e pessoas próximas, e para que assim permaneça é muito importante que os direitos sejam garantidos. E quais são estes direitos? Lei n. 11.108, de 2005, e pela Portaria n. 2.418, de 2 de dezembro de 2005. Garante a mulher: direito a um acompanhante (escolhido por ela) durante todo trabalho de parto; direito a um acompanhante (escolhido por ela) na hora do parto; direito a um acompanhante (escolhido por ela) no pós parto. Direito ao atendimento digno e de qualidade na gestação, parto e puerpério. Lei nº 20127/2020, que alterou para melhor o que determinava a lei 19.701/2018. A gestante, tanto da rede privada como do Sistema Único de Saúde (SUS), tem o direito de escolher que tipo de parto prefere fazer. A orientação sobre essa escolha, deve começar já no pré-natal. O direito de ser orientada sobre os prós e contras de cada tipo de parto e só então escolher, de acordo com suas crenças, convicções e condições. O direito a parto humanizado: Para que seja garantido o parto humanizado a necessidade que os seguintes passos estejam presentes no atendimento: A recepção da Gestante : O profissional deve se apresentar, a mulher tem o direito de saber quem a está atendendo; O médico deve buscar somente as informações relevantes para a segurança da mulher; Se a mulher fez ou não o pré natal; (sem julgamentos); Saber se aquele é o primeiro parto ou gestação da mulher (neste momento não cabe observações ou piadas a respeito da quantidade de filhos que a mulher tem); O exame intimo (não cabe comentários a respeito do peso da mulher, ou quantidade de pelos); Se a mulher está em trabalho de parto; deve ser deixada confortável, com liberdade de escolher a posição que quer ficar; orientando a importância de mudar sempre para a melhor evolução do parto; Não deve ser feitas perguntas durante as dores da contração; A mulher deve receber uma camisola confortável; Todos os procedimentos devem ser explicados antes de realizados; é a mulher precisa autorizar; Após o exame, a mulher deve ser comunicada sobre a evolução; Deve ser oferecido formas que agilizam e ajudam a mulher na evolução no trabalho de parto, uso da bola, descanso em diferentes posições, banho para alivio da dor; O acompanhante deve ser orientado sobre técnicas de massagem para ajudar a gestante; Deve ser oferecido sucos, água e alimentos; A mulher tem o direito de ser orientada sobre o momento do nascimento; e sobre os procedimentos que serão feitos no pós parto nela e no recém-nascido; O corte (episiotomia) só deve ser feito se necessário para o bem do bebê e mãe e a mulher deve ser consultada e orientada; Após o nascimento a mãe tem o direito de tocar seu bebê, o ideal é que ele seja colocado pele a pele com a mãe; A mulher deve ser coberta o mais rápido possível ; Deve ser orientada sobre a primeira amamentação na primeira hora de vida do bebê; Mãe, bebê e acompanhante devem seguir juntos para o quarto pós parto. Bibliografia: https://redehumanizasus.net/60818-como-atender-um-parto-humanizado-passo-a-passo/ acesso 10/05/2023 https://www.redehumanizasus.net/sites/default/files/caderno_humanizasus_v4_humanizacao_parto https://meuparto.com/blog/tag/humanizacao-do-parto acesso 1005/2023 https://www.assembleia.pr.leg.br/comunicacao/noticias/assembleia-criou-leis-para-que-o-momento-do-parto-seja-uma-boa-hora#:~:text=Desta%20vez%20para%20deixar%20claro,sa%C3%BAde%20ou%20do%20sistema%20particular. acesso 10/05/2023

  • HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO - LANDA

    Eu sempre entro no site de vocês e fico lendo as coisas, não canso de ler ... E hoje resolvi mandar minha história. Sou da Bahia, tenho 63 anos e todo mundo me chama de Landa, quando tinha 12 anos meus pais me mandaram para o Rio de Janeiro para ser emprega doméstica na casa de uma mulher que era amiga da patroa do meu pai. Eu não queria ir, amava muito minha casa, minha mãezinha, as vezes ainda sinto o cheiro da minha mãe que era uma mistura de perfume com doce, e também sinto muita saudade da comida dela, era a mais simples e mais gostosa do mundo. Na minha casa não tinha brigas, nem nada de ruim, então eu pedi para minha mãe não me deixar ir, mas ela não me atendeu, ela disse que meu o pai já tinha resolvido, que eu tinha que agradecer muito porque tinha sido escolhida, fui embora com muita tristeza no coração e muita mágoa também, não entendia como eles podiam me mandar embora, e pior não vi ninguém chorar quando sai. Nunca me trataram com maldade na casa, mas também não era da família. Levantava cedo, fazia minhas obrigações e nunca tive problema nenhum, recebia parte do meu pagamento todo mês direitinho e a outra parte era mandado para meu pai, por muitas vezes tinha a impressão que eu nem era vista na casa. Fiquei nesta casa até fazer 20 anos, sai de lá para casar. Casei com o homem que entregava as compras, quando contei ao casal que iria me casar e ir embora eles ficaram muito bravos, falaram que eu era ingrata, onde já se viu depois de tudo que tinham me dado eu ir embora, falavam que eu estava pensando que casamento era brincadeirinha... Eu chorei muito, fiquei muito triste, e acabei indo embora antes de me casar. Casei e estava muito feliz, meu marido tinha uma casinha no fundo da casa dos pais dele, ele saia para trabalhar e eu cuidava da casa. Até que um dia meu marido me convidou a ir em uma escola para saber o que precisava para eu voltar estudar. Confesso que nem pensava nisto, estava feliz, pensava em ter filhos, a família do meu marido era muito grande, feliz e todo mundo se juntava para comer, tocar e dançar samba, era muito bom. Mas meu marido insistiu muito e acabei indo, eu só tinha estudado até a 3ª série, então me mandaram para uma turma que todos tinham o mesmo nível de conhecimento que eu, e foi ótimo, conheci muita gente, descobri que dos 12 aos 20 anos eu não tinha vivido, eu nem sabia que a vida podia ser tão boa, que eu podia ser tão feliz, meu marido estudava comigo, a família dele comemorava cada vez que passava de ano, e fiz até o colegial. Meu marido resolveu fazer um curso de eletricista e me convidou para fazer algum curso também, passamos a ir à escola juntos toda noite, lá tinha vários cursos e achei um que me encantou, de recepcionista. Começamos e terminamos o curso juntos, acabei conseguindo emprego na mesma escola que estudei, meu marido continuou a trabalhar no mercado e fazia bicos de eletricista, até que um dia entrou em uma multinacional e lá se aposentou. Compramos uma casa, um carro e nunca tivemos filhos, sei lá.. a vontade de ser mãe passou e meu marido sempre respeitou minha vontade. Quando estava com 35 anos fui com meu marido na Bahia, tinha magoa dos meus pais, porque nunca me procuraram, nunca escreveram e nunca me ligaram, mas também tinha saudade, e só quando cheguei lá foi que percebi como aquela casa era pequena, muito longe de tudo, tinha eletricidade, mas estava cortada a dias por problemas nos fios, eles não tinham geladeira e a televisão não pegava direito. Eu chamei meus pais para virem embora para minha casa, minha mãe demonstrava que queria, mas meu pai não quis de jeito nenhum. Ele estava bravo comigo, falava que sai do emprego e nem pensei que eles ficaram sem receber todo aquele tempo a parte dele do meu salário. Ficamos ali durante aquele dia, combinei com o dono da venda que ligaria uma vez por semana para saber deles, por várias vezes combinava com ele para avisar a minha mãe que eu ligaria no dia e hora tal para ela ir até a venda para conversarmos, mas ela nunca foi. Oito anos depois o dono da venda me ligou para avisar que meu pai tinha falecido, fomos imediatamente, mas quando cheguei meu pai já estava enterrado. Minha mãe estava sentada dentro da casa sozinha, não estava chorando, mas tinha o olhar mais triste que eu vi em toda minha vida. Chamei ela para vir morar comigo e ela disse não, porque meu pai ia ficar bravo, na hora achei que tinha entendido errado, afinal ele tinha morrido, como podia ficar bravo. Abracei minha mãe e falei que ela devia vir que não devia ficar ali sozinha e depois de insistir muito ela aceitou. Para minha surpresa toda roupa que ela tinha coube em uma sacola de mercado, combinamos com o dono da venda para vender tudo que fosse possível e depositar o dinheiro na minha conta, pois minha mãe não tinha. Durante toda a viagem minha mãe não falava nada, só respondia quando perguntávamos alguma coisa, quando chegamos em casa, estávamos todos muito cansados e fomos todos dormir, e para minha surpresa quando acordei minha mãe tinha limpado toda casa e lavado todas as roupas. Então falei para ela que não precisava fazer tudo aquilo que em casa nós dividíamos as tarefas. Ela imediatamente abaixou a cabeça e pediu desculpa, eu estranhei... tinha medo nela sabe!? Abracei-a e ela se encolheu toda, percebi que sentiu dor, sentei com ela e disse para ela que a amava muito que queria cuidar dela, para ela falar comigo e então ela começou a chorar e me contou de cabeça baixa e voz muito baixa que nunca quis me mandar embora, que sentia muita saudade, mas que não podia desobedecer meu pai, porque ele ficava bravo e batia nela, contou que não sabia ler e escrever, que não tinha para onde ir então tinha que obedecer. Falou que meu pai desligava a luz para ela ficar de castigo e que ele bebia muito e ela tinha que fazer tudo que ele mandava, e que ela estava com medo, porque mesmo sabendo que ele tinha morrido tinha a impressão que ele ia entrar e bater nela, porque ela saiu da casa. Levamos minha mãe ao médico, e descobrimos que a dor do abraço eram duas costelas quebradas, o médico percebeu ainda um dedo da mão que foi quebrado e como não foi tratado, colou torto e não dobrava mais. O médico encaminhou minha mãe para fazer tratamento psicológico e ela foi melhorando, mas nunca a vi dar um gargalhada, ela sorria muito discretamente, ela é bondosa, carinhosa, mas imensamente triste. Agradeço muito a Deus por ter tido a oportunidade de tirar minha mãe de lá, e poder ter dado o melhor para ela até seu último dia de vida, mas confesso que tenho muita tristeza de pensar que minha mãe foi espancada durante anos, e meu pai precisou morrer para ela se livrar da violência. Meu recado para as mulheres é que existem homens bons sim, que toda mulher precisa ser tratada com respeito e amor e se um homem levantar um dedo para você denuncie, o que dá poder para o homem ruim é a mulher não denunciar.

  • DICA DE LEITURA!

    HOJE É DIA DE DICA DE LEITURA ! “uma mulher que lê muito é uma criatura perigosa”. Lisa Kleypas 1 - Olhos d’agua Autora Conceição Evaristo - 2014 A obra apresenta quinze contos que abordam a história de mulheres negras silenciadas pelo racismo, pelas imposições econômicas, por condições degradantes de trabalho e pelas questões de gênero. 2 - Ponciá Vicenzio Autora Conceição Evaristo - 2003 A obra descreve os caminhos, as andanças, as marcas, os sonhos e os desencantos da protagonista, durante a infância até idade adulta, analisando seus afetos e desafetos e seu envolvimento com a família e os amigos. Discute a questão da identidade de Ponciá, centrada na herança identitária do avô e estabelece um diálogo entre o passado e o presente, entre a lembrança e a vivência, entre o real e o imaginado. 3 - Para educar crianças feministas 2019 Autora - Chimamanda Ngozi Adichie Nesta obra a autora escreve uma carta d a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. 4 - O mito beleza – Naomi Wolf O livro propõe uma análise crítica da cultura da beleza e faz um apelo para que as mulheres se libertem das restrições impostas a elas e busquem uma autoimagem mais saudável e realista. 5 - A mística feminina - Betty Friedan Neste livro é apresentada uma critica sobre a definição equivocada da mulher como dona de casa , fútil, consumista, devotada ao lar, ao marido e aos filhos e uma analise importante sobre o potencial feminino. 6 - As meninas – Lygia Fagundes Telles O livro narra a história de três jovens mulheres que dividem um apartamento em São Paulo, no início da década de 1970, durante o regime militar no Brasil, uma abordagem sensível e perspicaz das questões femininas e sociais. 7 - Quarto de despejo - Carolina Maria de Jesus Com esta obra a autora tornou-se uma referência na luta pelos direitos das mulheres e da população negra no Brasil. Trata-se do registro histórico e social do Brasil de 1960, abordando temas como pobreza, desigualdade social, racismo e exclusão.

  • 06 DE MAIO DIA DA CORAGEM

    O ACOLHIMENTO MULHER IRÁ USAR ESTA DATA PARA FALAR DA CORAGEM PARA SE QUEBRAR O CICLO DA VIOLÊNCIA DOMESTICA Você sabe o que é coragem? Segundo a gramática, a palavra “coragem” tem sua origem no Latim CORATICUM, e possuía o mesmo significado. Este termo latino é composto por COR, que significa “coração” e o sufixo –ATICUM, que é utilizado para indicar uma ação referente ao radical anterior Coragem vem de um estado de auto-empoderamento e autoafirmação que invoca uma vontade de superar os obstáculos mentais que enxergamos em nossa vida para focar na solução e na resolução de problemas, dúvidas, receios e bloqueios. Para nós do Acolhimento Mulher CORAGEM sinonimo de Empoderamento, e a decisão de não  aceitar qualquer tipo de violência que tire a liberdade, a autonomia e a vida das MULHERES. Por muitas vezes quando falamos sobre violência contra a mulher, ouvimos frases que podem prejudicar o trabalho  que fazemos para  a quebra do ciclo da violência, então se não tiver frases de apoio e que vai gerar , coragem e empoderamento para a mulher ¨POR FAVOR SE CALE¨ A mulher que vive o ciclo de violência precisa ter apoio, sororidade, e a certeza de que  assim que tiver a coragem de dar o primeiro passo não será julgada e não estará sozinha. Quando a violência passa a ser física, o agressor já prejudicou grandemente toda a coragem da mulher, com a violência moral e  psicológica Entendo as fases do ciclo da violência é possível entender a importância de incentivar a coragem Fase 1 - O agressor começa a ficar irritado por coisas mínimas, e começa a fazer ameaças, quebra coisas, humilha a mulher, que tenta acalmar a situação.    ( neste momento os sentimentos  da mulher são de tristeza, ansiedade, decepção, muito medo, negação de que aquilo aconteceu com ela, vergonha o que faz ela se isola e não conta a ninguém, e até mesmo se culpa acreditando que provocou a situação). fase 2 - O agressor chega ao ato de violência verbal, física, psicológica, moral e/ou patrimonial. É nesta fase a mulher sabe que tudo está errado, porém o trauma da violência psicológica severa tira a coragem de uma reação ( os sentimentos são fadiga, medo, ódio, solidão, dó de si mesma, vergonha, confusão e dor)  que se apresentam através de crises de ansiedade, insônia, e cansaço  e em alguns casos a mulher tenta suicídio. É nesta fase que algumas mulheres começam a buscar ajuda de parentes, amigos e BUSCAR O DISTANCIAMENTO DO AGRESSOR, ENTÃO NESTA HORA É MUITO IMPORTANTE O APOIO E ACOLHIMENTO PARA QUE A CORAGEM NÃO SEJA COMPROMETIDA. A sororidade, empatia, respeito  e atendimento técnico correto fará toda  a diferença nas próximas decisões da mulher. FASE 3 - Nesta fase o agressor verbaliza arrependimento é amável e solicita a reconciliação, com promessas de mudança no comportamento, o sentimento da mulher é de ( confusão, medo, ilusão, desejo de manter a relação perante a sociedade ,principalmente se existe filhos) este períodocalmo costuma durar o bastante para a mulher acreditar na mudança, e até voltar a ter momentos bons familiares, o que faz crescer a dependência para com o agressor. Com o tempo a relação volta a a fase 1 SE VOCÊ CONHECE UMA MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA APOIE, EMPODERE, TENHA EMPATIA E ENCAMINHE A DENUNCIA EM 180 e/ou DELEGACIA DA MULHER E PARA O NOSSO SITE www.acolhimentomulher.org Biblografia: www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/07/01/jovens-senadores-concluem-programa-e-aprovacao-de-projetos https://www.cnj.jus.br/a-denuncia-e-o-primeiro-passo-para-se-quebrar-o-ciclo-da-violencia/https://www.institutomariadapenha.org.br/violencia-domestica/ciclo-da-violencia.html

  • Por que precisamos falar sobre violência contra a mulher?

    A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira 01 de maio, um colombiano foragido internacional, condenado por estuprar e assassinar a namorada na Colômbia, no ano novo de 1994, a jovem Nancy que tinha só 18 anos na época. Durante todos esses anos o pai de Nancy lutou por justiça. São com os movimentos de Combate a Violência contra a mulher, que as coisas vão mudando, em 2020 foi negada a extradição desse Assassino, a "votação não fechou" com um voto a menos o STF não conseguiu fechar! Em abril de 2023, acontece nova votação o voto faltante é substituído e um voto que anteriormente tinha sido contra a extradição agora foi a favor e junto com a mudança de voto vem a frase: "Nancy não é só uma vítima colombiana, mas é parte de centenas de milhares que a cada hora têm o mesmo destino em todo o continente americano, especialmente no Brasil". Então após quase 20 anos, veremos um Agressor Sexual e Assassino pagar pelo seu crime! Que seja extraditado o mais rápido possível e cumpra sua pena! 💪 https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2023/05/01/interna_gerais,1488173/amp.html

  • O trabalho dignifica o homem! Onde cabe a Mulher nisso?

    Um dia uma mulher saindo da adolescência estava na expectativa e na busca do seu primeiro emprego, ansiosa, feliz e pronta para concretizar as suas realizações, sonhos e desejos. Hoje a carteira de trabalho é digital, porém ela tinha a sua carteira física e aguardava que um dia estivesse preenchida, ao ser questionada por esse desejo respondeu que precisa provar no futuro que a sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) havia sido assinada, não tinha graça ter um documento como aquele e não puder provar. Olhando este cenário talvez muitas de nós não consigamos enxergar a verdadeira figura desta cena, que seria o quanto nós Mulheres, sejamos crianças, adolescentes, maduras ou idosas, temos que provar, o tempo todo, o que sabemos, o quanto sabemos e porque sabemos. E o que isso tem a ver com o dia do trabalho e logicamente com o mercado de trabalho, tão voraz, intenso e perverso, mas, ao mesmo tempo proporcionador de independência, autonomia, dignidade e conhecimento? Nos atendimentos que realizo, tanto na clínica, de forma individual, quanto em grupos de Mulheres,este tema permeia e atravessa as falas e as atividades. O título deste artigo foi a primeira coisa que surgiu na minha mente como frase questionadora, porque o trabalho dignifica apenas e exclusivamente o homem? Muitos e muitas responderão que este substantivo “homem” está colocado para falar da nossa espécie, porém a nossa espécie é a humana, onde cabe todos os gêneros, classes, sexualidades, etnias, deficiências, corpos, religiosidades... as infinidades Humanas aqui estabelecidas, as que já se foram, as que estão e as que virão. Por isso temos que pensar em determinados lugares, portanto fazendo um recorte para nós Mulheres, temos que pensar não apenas neste 1º de maio, mas em todos os dias, quais são as nossas problemáticas dentro de um mercado de trabalho misógino, sexista, patriarcalista, imperialista e que anda tão precarizado? Segundo o site UOL, "O total das mulheres no trabalho precário e informal é de 61%, sendo 13% superior à presença dos homens (54%). A mulher negra tem uma taxa 71% superior à dos homens brancos e 23% delas são empregadas domésticas". Fica claro que a desigualdade deve ser compreendida a partir da desproporção e ausência de equilíbrio, ou seja, a uma irregularidade e inferioridade sendo posta a todo momento. Em pesquisas de 2020 dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) demonstram que as mulheres trabalham até três horas por semana a mais que os homens, ganhando apenas 76,5% do salário deles; 37,4% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres até 2020; na faixa dos 25 a 44 anos, 29,7% das mulheres tinham graduação completa e, no caso dos homens, apenas 21,5%. Precisamos prestar muita atenção no que as nossas irmãs trazem no seu discurso sobre os perversos movimentos estabelecidos pelo mercado de trabalho e também dos desmantelamentos das políticas públicas que deveriam nos proteger. Em dezembro de 2018, uma pesquisa data folha relata que 15% das brasileiras sofreram assédio sexual no trabalho, incluindo assédio físico (2%) e verbal (11%). A todo momento as angústias, sofrimentos e ansiedades relativas à inserção feminina no mercado de trabalho aparecem, para mim nos atendimentos como questões sobre maternidade e profissão — um universo perverso; carga horária extra, assédio sexual e moral, desvio de função, violência psicológica dentre outras. Reconhecemos que houve algum desenvolvimento para a promoção e inserção da mulher na sociedade, e consequentemente da sua incorporação no mercado de trabalho que são conquistas das lutas dos movimentos feministas, atualmente devido as pressões exercidas sobre o corpo e subjetividades femininas foram estabelecidas novas urgências como o combate à desigualdade salarial, a discriminação de todas as formas e a desproteção do labor da mulher. Iniciativas importantes, mas que ainda não respondem a toda as problemáticas e desafios deste lugar. Por isso retornando ao início do nosso texto, a mulher está sempre atravessada pelas questões emocionais destas demandas externas como provar o seu valor, além de lidar com autoimagem, autoestima e autoconceito, essas exigências nosfragilizam, impedindo-nos de evoluir e nosdesenvolvermos mais e melhor, e relativo ao mercado de trabalho impedi que possamos crescer profissionalmente na mesma velocidade que os homens, pois estes dentem uma “certa liberdade”. Para finalizar, neste 1º de maio convido a vocês de diferentes Mulheridades a repensar também sobre você, mesmo sabendo o quanto você precisa ser profissional neste mundo perverso, pense em: Fortalecer a sua autoestima; tente diminuir as pressões do ideal de perfeição, e minimizar a culpa gerada pela dificuldade de dar conta de tantos papeis que nos exige alta performance; construapara você o que faz sentido, respeitando suasdiferenças individuais, de classes de pertencimento, pois somos diversas (que bom!) e sendo assim apresentamos diferentes vulnerabilidades. Você possui bons mecanismos de defesa, legislações que deveriam (e devem te proteger!). Entenda, caso perceba que não consegue sozinha, peça ajuda! Pedir ajuda é um ato de autocuidado e autoamor. Para conhecer: Alguns mecanismos que protegem as mulheres no trabalho. Ministério Público; Delegacias da Mulher (DEAM’s); Ligue 180 ou (61) 99610-0180; Artigo 7º, XX da Constituição Federal, que garante a “proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos”, por meio de legislação específica, devendo ser concedido condições igualitárias de trabalho a todas as pessoas, homens e mulheres, que objetivem minimizar a discriminação em relação ao sexo feminino. E no seu o inciso XXX, proteção ampla contra a “diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil’’. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006); Lei 14.188/21, o artigo 147-B, que criou o tipo penal de violência psicológica; Artigo 461, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante a proteção do trabalhador em todas as suas formas, inclusive atendendo às particularidades de cada trabalhador (nas finalidades do nosso site especificamos o trabalho da mulher). Por Andréa Pereira, psicóloga clínica e social.

  • SORORIDADE

    Representada pela cor roxa é a prática da empatia, confiança, cooperação e acolhimento entre mulheres. Tem como objetivo descontruir a rivalidade. Como praticar a SORORIDADE? Não julgar e, sim respeitar as escolhas de outras mulheres, Ter empatia e companheirismo por outra mulher, Apoiar outras mulheres Não estimular, aceitar, reforçar ou aceitar qualquer fala que reduza outra mulher.

  • O que é o AUXÍLIO-RECLUSÃO?

    O AUXÍLIO-RECLUSÃO é um benefício previdenciário concedido apenas as pessoas privadas de liberdade, de baixa renda que trabalhavam e contribuíam para o INSS no momento de sua prisão. Este benefício está previsto na lei nº 8.213 de 24 de Julho de 1.991, que dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social. Desta forma, os dependentes de presidiários, em regime fechado de acordo com a lei de AUXÍLIO-RECLUSÃO, terão direito se forem de baixa renda e não receberem nenhum outro tipo de remuneração ou benefício do INSS. Quem tem direito ao AUXÍLIO-RECLUSÃO? Assim como a pensão por morte, o AUXÍLIO-RECLUSÃO é pago aos familiares que dependem economicamente do segurado que foi recolhido a prisão. São considerados dependentes: Companheiro ou companheira, cônjuge, filhos menores de 21 anos ou filhos PCD(pessoas com deficiência, intelectual, mental ou grave), pai do segurado, irmão do segurado menor de 21 anos PCD. O benefício tem o valor máximo fixo de um salário-mínimo é pago apenas aos dependentes do preso, enquanto o segurado estiver recolhido à prisão. A partir do momento em que o segurado volta para liberdade, o benefício é encerrado. Como solicitar o AUXÍLIO-RECLUSÃO? O pedido deve ser feito pelo aplicativo MEU INSS, com documentos de identificação do segurado e dos dependentes, como CPF, CERTIDÃO JUDICIAL; PROCURAÇÃO COM DOCUMENTOS DO PROCURADOR, NO CASO DE REPRESENTANTE; DOCUMENTOS QUE COMPROVEM O TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO, QUANDO SOLICITADO; DOCUMENTOS DE COMPROVAÇÃO DOS DEPENDENTES. FIQUE ATENTO! O AUXÍLIO-RECLUSÃO é pago aos dependentes do segurado durante o seu período de reclusão para garantir suporte na estabilidade econômica da família durante o período de recolhimento do trabalhador. Periodicamente, é necessária a apresentação de declaração de cárcere para confirmar se o segurado continua preso e assim garantir a manutenção do pagamento do auxílio. Fonte: INSTITUTO NACIONAL DE PRVIDÊNCIA SOCIAL- INSS – GOV.BR- MINISTÉRIO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA.

  • O ACOLHIMENTO MULHER QUER SABER SUA OPINIÃO!

    ENQUETE A TORCIDA e o TIME FEMININO do Corinthians protestou após a contratação de um treinador que foi condenado em 1987 na Suíça por abuso sexual ,contra uma MENINA de 13 anos ! A Jogadoras de forma linda e admirável postaram nas redes sociais ¨RESPEITA AS MINAS ¨ A torcida levou faixas e gritos de FORA CUCA! VAMOS RELEMBRAR: Qual a condenação de Cuca na Suíça? Depois de dois anos, Cuca, Eduardo e Henrique foram condenados jogadores de futebol foram condenados à revelia a 15 meses de prisão por atentado ao pudor com uso de violência, na Suíça, a vítima foi uma MENINA de 13 anos. Como o Brasil não extradita seus cidadãos, eles não chegaram a cumprir a pena. O ACOLHIMENTO MULHER QUER SABER SUA OPINIÃO!

  • A Lei 17621 de 03 de fevereiro de 2023

    Determina que bares, restaurantes,casas noturnas e de eventos são obrigados a adotar medidas para auxiliar a mulher que se sinta em situação de risco, em duas dependências. O local deve divulgar através de avisos fixados em seus banheiros femininos o auxílio a mulher E deve ofertar um acompanhante até o carro ou outro transporte Deve também comunicar a polícia!

  • Resistência

    Gostaria de ser chamada de a Resistência. Antes de contar minha história quero agradecer a oportunidade de poder desabafar sem me expor. Quando criança eu não me sentia parte da minha família, tinha um pai que eu idolatrava, porque ele contava que trabalhava na mesma empresa desde de criança, que tinha construído a casa que morávamos com as próprias mãos, porque ele parecia grande e capaz de me proteger de qualquer coisa. Por algum motivo eu não enxergava que ele bebia muito, consumia maconha , passava noites fora e deixava minha mãe sozinha com seus quatro filhos enquanto se divertia em bares, lembro que ele jogava futebol e eu achava que ele era o melhor jogador do universo, lembro que todo final de ano íamos para a praia e ele as vezes sumia. E a minha mãe? Era um saco ficar perto dela, só reclamava, brigava, o tempo todo cansada e quando ele chegava das noitadas, ou dos passeios, ou do futebol ou do bar, ela arrumava briga! Eu pensava: "Que inferno, não é atoa que ele não fica em casa, quem aguenta está mulher?" Eu não aguentava, ela batia em nós os filhos quase todos os dias, e quando não batia tinha sempre uma ameaça na fala. E as brigas? A era um inferno! Ele chegava ela cobrava, eles começavam a discussão e logo logo ele perdia a paciência e batia nela. E eu escutava depois ele falando.... "Viu o que você fez eu fazer... Eu não queria isso...mas você me tira do sério... O que você quer ? Acabar com nossa família?" Os anos foram passando e quando me tornei adolescente percebi que minha mãe estava no ciclo da Violência, e que não tinha força nem apoio para sair de lá. Nem nós os filhos a apoiavam, queríamos nos livrar daquela vida, queríamos que ela desse um jeito, então começamos a ir embora, cada um mais cedo que o outro, não levamos ela, não olhamos para trás, pois queríamos só sair dali. Um foi com 18, outro com 16 e eu com 15, apenas o caçula ficou mais tempo e sinceramente não sei quanto. Ela se separou finalmente depois de muitos anos, sempre trabalhou muito, e está sozinha até hoje. Já meu pai teve algumas namoradas, mas nunca mais se casou. As vezes nos reuníamos no natal, ano novo, os quatros filhos, nossos filhos meu pai e minha mãe, mas o preço era caro, sempre brigas, ou fofocas. Hoje não tenho uma boa relação com ela, ela se tornou uma mulher triste, doente e não consegue se sentir a vontade com os filhos, a relação se tornou de necessidade. A nossa família se junta quando alguém está com problemas de saúde, ou alguém morre, a relação com meu pai é mais fácil, pois ele continua a ser o boa praça, faz churrasco, brinca, abraça. Meus irmãos? Pouco nos encontramos e sinto que não temos uma relação de família, não brigamos sabe!? Mas cada um seguiu sua vida. Hoje percebo todo sofrimento da minha mãe, e penso que poderia ter feito muito mais por ela, tenho um desejo de nunca ver nenhuma família ser destruída como a minha foi. Hoje eu sei que foi a violência doméstica que afastou cada membro da minha família e acredito que se a minha mãe tivesse tido o apoio de algum grupo de apoio, talvez ela tivesse conseguido sair do ciclo da Violência, e nossa história poderia ter sido muito diferente...

  • MEDIDA PROTETIVA

    O QUE É A MEDIDA PROTETIVA? Ferramenta criada para a defesa da Mulher, da Lei Maria da Penha 11.340/2006 artigo 5º, criada para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar. E O QUE A MEDIDA PROTETIVA ESTABELECE? A medida protetiva estabelece o afastamento imediato do agressor do lar, domicílio ou local de convivência, sem tempo determinado. Deve ser solicitada pela mulher, ou o ministério público ou pela autoridade policial, a mulher deve buscar a defensoria pública para a solicitação, porém a autoridade policial que atender a mulher pode conceder a medida emergencial e comunicar o juiz no prazo de 24hr, que irá revisar a mesma. E QUANDO SE DEVE USAR A MEDIDA PROTETIVA? Quando se constata risco atual ou iminente a vida da mulher ou integridade física da mulher e/ou seus dependentes. O DESCUMPRIMENTO DA MEDIDA PROTETIVA O Art 24 A da LEI 11.340/2006 determina que o descumprimento da medida protetiva pode gerar a punição de PRISÃO PREVENTIVA que pode se estender de três meses até dois anos. Em 2021 o senador Luiz do Carmo, solicitou o aumento desta pena para de dois a quatros anos, o afastamento não só do lar, mas também dos lugares de frequentação da vítima, a suspensão de visitas dos dependentes com idade inferior a maioridade (aguardando votação). Veda-se especificamente a concessão de fiança policial no delito de violação de medida protetiva de urgência, prevendo-se que só o juiz poderá concedê-la (artigo 24-A, §2º, da Lei nº 11.340/2006. A MEDIDA PROTETIVA E A PENSÃO ALIMENTÍCIA Importante lembrar que a medida protetiva serve para afastar o agressor e não o isentar de suas obrigações. Muitas mulheres foram impedidas de estudar, trabalhar e buscar qualquer meio de renda durante o período em que sofreu a violência doméstica, portanto não possui condições financeiras de manter seus filhos. Sendo assim já existe histórico no meio jurídico a favor da mulher no pedido da pensão alimentícia. A MEDIDA PROTETIVA E A VISITA DO PAI AOS FILHOS A medida protetiva a favor da mulher não impede o convívio do pai com seus filhos em comum, porém as regras das visitas devem ser estabelecidas garantindo a segurança da mulher. É comum que a mulher passa nomear uma pessoa de sua confiança, familiar ou não para intermediara retirada e devolução dos filhos, evitando assim encontros entre vítima e o agressor, o que seria caracterizado como descumprimento da medida protetiva. E QUANDO A MULHER SOLICITA O FIM DA MEDIDA PROTETIVA? As MPU (afastamento do lar, proibição de contato, e etc.) não são definidas pela vítima, mas sim pelo magistrado(a) responsável pelo caso. Assim, qualquer medida envolvendo a revogação deste ato deverá ser tomada pelo próprio Poder Judiciário. BIBLIOGRAFIA saopaulo.sp.leg.br/mulheres - acesso em 17.04.23 https://tjdft.jus.br - acesso em 17.04.23 www12.senado.leg.br/noticias - acesso em 18.04.2023 https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/noticias/2019/outubro/descumprimento-de-medida-protetiva-com-anuencia-da-vitima-nao-afasta-o-crime

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